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423 - Outros Olhos Deixando este blog parado por tempos, sem tempo para ele. No mundo virtual, passeio e me divirto muito mais com frases rápidas pelo twitter e notas longas no facebook. Enjoado do passado virtual de blog e orkut. Até a próxima. Passe e veja se voltei. Beijo Escrito por J.Roberto às 12h49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 422 - Cotidiano
O vazio das noites e dos dias de trabalho com produção abaixo da minha capacidade trazem o cansaço e o excesso de sono. Momentos de lucidez intercalam-se aos porres imensos, de vodka pura e cigarros. Saio arrastado da cama e repito todas as manhãs os hábitos salutares, pura higiene e um pouco de vaidade. Reclamo da algazarra dos pássaros na janela e caminho pelas ruas do bairro. Cumprimento cães e donas de casas infelizes, assino abaixo-assinado, por um sinal no cruzamento. Integro causas virtuais, defensores da natureza e dos animais. Distribuo alguns sorrisos e ofereço minha ajuda sempre que posso. Eu posso pouco, eu falo muito. Com alguns, cada vez menos. Ao menos vou vivendo, quero viver, não durar. Minha vida, nem tão dura assim, exceto pelo bolso. E pelo pau duro. Ereções espontâneas, bicho carente. Reservo algum tempo pra família, pros livros e pra tevê, enquanto espero motivos reais para passeios nas gôndolas dos supermercados e comprar o chocolate favorito de quem souber se deixar querer do jeito que eu quero. Jeito incontrolável, meio irresponsável, mas sempre sincero. Jeito impulsivo, esquivo, de quem nada quer. Jeito de criança que sempre avança pro que der e vier. Inclusive, um Simples Carinho. Escrito por J.Roberto às 13h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 421 - Mal Me Quer
Sem idéias e sem vontades, vejo a vida como em cinema, divinas comédias, epopéias sem heróis, vilões sem graça. Emoções pequenas, um pouco de tédio, vidas mal escritas, mal vividas, gente mal fodida, mal cuidada, os mal aventurados, alguns engraçados, outros querendo ser, gente feia fazendo-se bonita, gente bonita revelando-se feia. Reclamações do clima, comentários sobre o BBB, já que a novela da Glória Perez não é assunto pra ninguém, nem pra ela, nem a Índia é assunto pra novela, como também não eram os transplantes, barrigas alugadas ou clonagem humana. A Glória é mal feita, cabelo mal arrumado de gente pobre e mal sucedida, cabelos ma tingidos, mal alisados. Essa gente que me cerca, mal cheirosa e mal educada. Eu, sempre mal humorado, bem cansado, mas não canso de reclamar, não canso de procurar o lugar de onde nunca saí. Eu sou pouco, eu sou louco, eu sou ego, mas cego, eu não sou. Faço vistas grossas, faço de conta e falo muito e baixo, mas não conto tudo. Desconto nos outros toda minha frustração. Mal amado. Escrito por J.Roberto às 16h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 420 - Pratos caindo Passei pela semana passada apressado. Precisei de mais horas de sono do que dispunha, fui numa festa estranha, na quarta-feira. Fiquei com gente esquisita na sexta-feira. Fui ao Exquisito no sábado, comer Chilli e comprar meu ingresso pro show do Oasis, depois Dex Bar, depois Flyer Bar e, ainda, balada no Vegas. Na manhã de domingo, comi gente mais esquisita ainda e, à tarde, fui ver meu irmão em coma, um estado bem esquisito para alguém estar. Me senti estranho, espiritualizado demais, fiz orações e pedidos. Levanta-te e anda-te! Ele não levantou, ele até sorriu ou fez uma careta que tomei por sorriso, para não me assustar. Saí atrapalhado e tremendo, entrando na nova semana, sem grana, sem planos, sem sonhos, já não me apaixono mais. Pelo menos não tão fácil. Para mim, é fácil falar, fácil acreditar e muito mais fácil ainda, enjoar. Enjôo de pessoas, enjôo das baladas, também das palavras. Principalmente, das palavras pronunciadas com sotaques. Carrego um prato desequilibrado na ponta da minha vara de pau torto, neste meu circo de horrores. Escrito por J.Roberto às 12h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 419 - Depois de Radiohead
Relatos de finais de semana, diário de uma vida banal. Despejo minhas palavras no blog para livrar os amigos das minhas futilidades. Tenho poucos amigos, todos por mim escolhidos, com os quais mantenho contato constante. Tenho muitos conhecidos que insistem em tomar-me por amigo. Que arrumem amigo na cadeia. Eu realmente não me importo com a vida da maioria que me cerca, menos ainda com suas famílias, gente chata do trabalho exibindo as fotos dos filhos. Eu não me mostro a eles, podiam fazer o mesmo por mim. Nas segundas-feiras exercito minha memória, tentando resgatar os acontecimentos engolidos pela vodka. Sexta-feira, no Dex Bar, não permiti que a noite se estendesse, ao menos por lá. Fiz balada solitária em casa, eu comigo. Tenho sido minha melhor companhia, sou ego. Egoísta. Sábado fico em casa, vejo filmes, recebo SMS de conquista em dezembro. Antes tarde. Um novo par, companhia para meu ego tão cansado de esperar alguém parecido comigo. Então já era tarde e fui à Chácara do Jockey, buscar meu ingresso para o show do Radiohead, passei na Rota do Acarajé e no início da noite já estava em casa, em paz comigo. Domingo com a rotina quebrada pelo show perfeito do Radiohead, apesar do local e do estacionamento parecerem alguma experiência Dharma. Show incrível, com a companhia ótima de amigos, experiência Woodstock renovada. Durmo um pouco na madrugada e já é segunda-feira, alegrada com e-mail dizendo não vejo a hora de poder te ver novamente. Eu também não. Venha me ver amanhã, mesmo. Passado o verão, natal e carnaval, resgate aquele momento de dezembro, do nosso abraço marcado, quando foi capaz de memorizar meu número, sem anotações, deixando-o marcado em sua pele, tatuagem de afeto. Escrito por J.Roberto às 11h59 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 418 - Página Virada
Acordei tarde, depois de dormir mal. Nem reclamo, opção. Ao menos não tive as cãibras nem os pesadelos. As bananas me livram de um e as baladas do outro. Tento me manter distante das pessoas no trabalho, gente chata. Mantenho o fone no ouvido direito e o olhar na janela à esquerda, na qual minha mesa está encostada e por onde perco meus pensamentos vendo as pessoas que circulam na Rua 3 de dezembro. Assim, vistas de cima, elas até podem parecer interessantes. Em minhas inúmeras aventuras pelas noites sempre há os que arriscam aproximação e, ontem, resolvi dar uma chance, espero que para a sorte. Preciso disso. Já que não se pode ter tudo, que eu tenha, e dê, muito prazer. Venha, então. Faça como o sol ou a chuva, não peça licença e apareça. Depois me esqueça. Não estrague nosso prazer com a companhia incômoda. Vire de lado, vire de bruços, vire nossa página. E deixe-a colada. Escrito por J.Roberto às 13h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 417 - Toca pra mim
O vento zuniu em minha janela e me despertou do pesadelo que me levava de volta ao passado, ao cativeiro e ao meu algoz. Acordei aliviado, sem sobressaltos. Os pesadelos fazem parte de minha normalidade há tempos. Olhei para o relógio, 5:15h. Uma música imaginária tocando em minha cabeça, Down Town, Petula Clark. Início da rotina matinal, dos 17 cuidados cosméticos, café, suco e cuidados com a Duda. Checagem nos e-mails, orkut, twitter e, atendendo há inúmeros pedidos de uma única pessoa, resolvo atualizar o blog. Minha tentativa inútil, fantasia escapista geek. Sou freak. Já não vejo graça aparecer em tantos meios de comunicação, cheio de gente que tenta parecer engraçada ou culta. Eu não quero parecer nada, vá ver se estou na esquina, fechando algum negócio. Meus negócios são de lá, não da China. Shiu. Fique quieto que não quero ouvir e também não quero falar. Não me fale de seus filhos, suas vidas, nem das especulações, planos de mudanças na empresa, transferência, chatice. Estou mais interessado na minha paixão pelo vampiro Edward. Não gosto da normalidade de vocês, prefiro continuar a diversão fantasiando maneiras de assassinatos perfeitos, fascínio por assassinos em série, livros e seriados. É sério. Firmo meus contratos sociais com muitos asteriscos e letras miúdas. Levo meus dias recheados com noites e madrugadas insanas, bilhetes e recados românticos que não convencem mas, por favor, continuem tentando. Quem me vê sempre sabe que eu estou por aí nas esquinas, cantando para todos. Divirtam-se com minha cara. Não me agradeçam. Paguem com favores sexuais ou, ao menos, uma vodka, que fica tudo bem. Comigo sempre tem, sempre há, um motivo para sonhar ou continuar. Depois do show do Keane divertidíssimo, domingo verei Radiohead, mês que vem B52 e, em maio, Oasis. Freqüento e levo minha vida superstar.
Escrito por J.Roberto às 08h31 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 416 - De Volta Pro Futuro
Madrugada no bar, pensei num post. Sei lá se, em casa, consigo resgatar o que pensei. Basicamente, novamente, pensei no tempo. Nos meus passados, futuros dos pretéritos mais que perfeitos. Rua Vitória, Boca do Lixo, A Farsa, sem o charme do texto do Sílvio de Abreu ou a beleza iniciante da Sílvia Pfifer. Como eu, ela já começou decadente e errada. Nosso narguilê e os gererês que boiaram no Guarujá. Ninguém sabe disso. Eu sei. Ela sabe. Nada a ver com essas essências enjoativas atuais dos adolescentes. Nossas latas. Lata maná, lata Mané, mergulhamos e deu pé. Mergulhamos fundo, presenteados pelo melado que eu nem gosto tanto, mas eram outros tempos. Latas de leite Ninho e eu ainda interessado na farinha láctea. Passou. Outra década. Estou enjoado com minha caipirinha, adoçante, acabou o açúcar. Vi Bethânia, show bacana. Dublou até com Alcione. Deixa isso pra lá, melhor não comentar, coisas do Centro de São Paulo. Madrugada e eu revi teu nome, “eu acho que você já nem se lembra mais”. 2009 é o último ano da década? Não sei, se contarmos de 2000 a 2009, este é o último. O que ficou da primeira década do milênio? Talvez o Indie rock. Mas estamos só no começo do final da década, talvez tenha alguma novidade por aí. Mistério sempre há de pintar. Abandonado, já estou. Há tempos. Algo incompreensível? Nem tanto. Qual gravura para ilustrar? Não quero pensar nisso. Penso na Dri, almoço no centro velho, passeio no Centro Cultural do Banco do Brasil e um Happy Hour. Feliz, sim. Encontro do novo e do antigo, tão igual. Cazuza sabia, Perto do Fogo. Depois, Major Sertório, Arouche, bebidas e mais nada. Será que preciso mais do que isso? Ontem, a morte de uma amiga de colégio. Dos meus irmãos, não minha. Tão jovem. (!) Cada um no seu quadrado, nunca nos gostamos, infartou. Melhor que meu irmão, há sete meses em coma. Tentam conforto, descanso, pior para quem fica. Não acho isso, não. Os mortos ficam na lembrança, por um tempo. Depois esquecimento, os sobreviventes tocam suas vidas. Os mortos, nem sabem que morreram. Sabemos que estamos vivos e, estranhamente, somos a única espécie animal com a consciência da perenidade. Como você quer ser lembrado? Sinceramente, não tenho necessidade alguma de ser lembrado. Não quero fazer parte do passado de ninguém, não sou ex nada. Nem ex-emplo, eu sou. Meu tempo verbal é o presente, infinito. E claro, sempre incômodo. Escrito por J.Roberto às 02h51 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 415 - Pelo Caminho
Ano novo, área nova, muito trabalho (até que enfim!), redução nas baladas, nas bebidas e em outras coisas que me faziam mal, inclusive pessoas. Eu não fiz e não faço promessas de ano novo, mas vou revendo minhas escolhas. Li uma vez que deveríamos reciclar amigos, revisar agendas. Pessoas mudam e nem sempre para melhor. No meu caso, não é exatamente isto. São apenas escolhas erradas, feitas no passado recente, em momentos de crise. Boto minhas lentes azuis e penso todo mundo melhor. Erro banal corrigido, a vida encarrega-se do piparote necessário. Sigo meu caminho, como mutante. Sem entender bem se minha memória privilegiada é bênção ou maldição. Pouco importa, eis-me aqui vivo, aguardando um sinal, um motivo, agora ou nunca. Às vezes vegeto, às vezes sou canibal, nem deus, nem animal, apenas humano, insano. De cara pálida, magro e esquálido. Não sou proveito, sou caráter, sou inteiro, sou intenso, sou sorriso, sou verdades, avesso à maioria, ao comum, carrego comigo minhas lembranças. E as suas também. E hoje, de novo, é o primeiro dia do resto da sua vida. E da minha também.
Escrito por J.Roberto às 08h42 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 414 - 2009
Mais de um mês depois, dou as caras. Amanhã, volto ao trabalho, mas quando alguém ler, o amanhã já será hoje ou depois de amanhã. Engoli um Lexotan, acendi um cigarro e voltei a escrever, enquanto o chato do Bial comenta bobagens no BBB. Foram 30 dias em férias, saindo muito nas baladas, fui à praia, encontrei amigos, bebi muito, comi muito pouco, li menos ainda, assisti muitos filmes, ouvi muitas músicas, curti muito minha cachorra, alguns orgasmos, diminuí ainda mais os cigarros, muitas loucuras, algumas promessas, poucas esperanças, muitas constatações, confirmações dos corretos abandonos, daquilo que deixei no passado sem a menor vontade encontrar no futuro, sequer lembrar. O calendário virou e eu fiquei virado em alguns dias e noites. Sem agendas, exceto os ingressos comprados para os shows do Radiohead e Keane. Que o verão acabe logo, levando todas as merdas que sempre traz, calor, natal, ano novo, BBB, carnaval. Em março retorna o rock, minha vida ao normal. Antes, a expectativa de dois novos amores que se anunciam. Que seja leve e tranqüilo. Ao menos um deverá ser dispensável. Ou ambos, não importa. Sempre há muitos. Quando apenas um, trouxe muito pouco. Não deixando nada. Esperto, saio sempre inteiro. Escrito por J.Roberto às 23h24 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 413 - Nem Tanto Assim Vou fazendo minha coleção de palavras. Também de gargalhadas, baladas, beijos e dispensadas. Ontem, na casa da Lica: "nós começamos confusos e terminamos confusos, num nível mais elevado". Na verdade, ontem já era a madrugada de hoje. Ontem foi churrasco no Água Benta, com muitas risadas e músicas gritadas, cantadas e louças lavadas. Palavras Cruzadas, destacadas, grifadas, diretas, coquetel, dominox, caça-palavras. Palavras dispensadas, costuradas em boca de sapo, noites emendadas. Sexta no Pop's, antes amigo-secreto de produtos de sex shop. Já não queria mais ouvir nenhuma palavra, veio o sábado, com a Duda, seriados na tevê e novamente era noite, costurada, remendada. Lá no Flyer, de novo no Astronete, mais risadas. Mais beijos e esnobadas. Harry Potter estava por lá, alegra-te da tua vida, meu caro rapaz, já passou mais tempo do que julgas. Eu nunca te julguei esquecido, você sempre está em algum lugar, esse gosto rock'n'roll torna São Paulo pequena. E eu não me canso nunca, manhã no Hell's, Vegas. Domingo alinhavado no sábado, veio outro beijo, poucas palavras, algum desejo. E hoje tem Studio SP, cedo e sentado, Cassavettes tocam Beatles, eu faço bico e vou de novo é o que tem pra hoje. Sempre tem algo pra hoje, depois reclamo das câimbras. Álcool com cânfora, massagem e sorrisos. Finjo que não ligo. Eu já não morro de amores, leio novo livro, Coração de Tinta. É a última semana de trabalho em 2008, depois vou ver o mar. Deixo minha São Paulo dormir um pouco, guardando sempre a chance de um novo amor. Debruço na janela, mas já não deixo a vida passar. Passo por ela sem medo da morte. Bendita seja a minha, a sua, a nossa sorte. Escrito por J.Roberto às 13h58 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 412 - Todo Mundo É Artista
Perdi o sono, mesmo depois de uma garrafa de vinho e horas perdidas na internet, baixando músicas e filmes. Li blogs, a maioria frustrada. Palavras escritas, escolhidas, querendo ser difíceis. Mais que se expressar, querem impressionar. Sonham com suas palavras impressas, grafadas e gravadas a tinta, desejo de perpetuar, eliminar o risco de apagar, mas ainda pode-se rasgar. Esse estranho pendor humano para escolher aquilo que faz mal. Não sou diferente, mas não quero impressionar nem ser impresso. Quem canta mal quer gravar, quer exibir, quer passar, vai passar onde, passa no youtube. Qualquer coisa por um resto de sucesso, gaga de Ilhéus, trepar no mar, alguém para gravar, gravar no celular, quem sabe alguém vai gostar. Meu mal está gravado em mim, está em minhas mãos e nos pés, tatuado na perna e no braço. Não escrito, mas desenhado. É o pó aspirado que fica grudado feito goma, vira catarro e é assoado. Meu mal me tornou Beto, deixei de ser o Zé, o Zé Roberto. Mesmo longe, sinto-o perto, não estou liberto. Chamava-me Bento, o mal coberto. Sem profissão, declara-se fotógrafo, outra forma de perpetuar. E de expressar, quem sabe impressionar. A fotografia digital não basta, precisa, também, ser impressa. E estampada no mural. Fazer tudo para chamar a atenção, então pode ser DJ, também. Todo mundo agora é. É só tocar. Logo eu, que sempre quis ser discreto,com esse tamanho e estabanado. Sem amigos na escola, fiz poesia, voa gaivota, voa. Impressionado pelo Richard Bach, longe é lugar que não existe, quantas ilusões, cantei as aventuras do Messias indeciso com o Raul Seixas. Não ganhei nada com isso, só perdi meu tempo. Como o perco agora aqui, escrevendo. Para você perder o seu, lendo. Escrito por J.Roberto às 11h49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 411 - Tudo Bem, No Ano Que Vem
Continuo quieto, esperando o tempo passar. Tento passar despercebido, aguardo as novidades, sempre iguais. Tenho férias, mudei de emprego sem ter saído do mesmo. De certa forma, ainda bem. Ainda bem que tudo passou, que o vento levou, que tudo mudou e continua na mesma. Meus bons tempos chatos que não voltam mais. Divido meu tempo entre duas áreas cheias de gente chata. Tudo bem. Quem sabe, no ano que vem, não os veja nunca mais. Revi meu sobrinho que não via há anos, revi gente da família que julgava perdida para sempre. Constatei que realmente estão. Fui ao Exquisito, fui ao Astronete, dancei até cansar. Mas não cansei, já era manhã e fui dançar no Vegas, madrugada de sábado invadindo o domingo. E no Vegas dispensei beijo. Depois me arrependi, já era tarde demais. Até para o beijo. E já era quase meio dia no lado escuro da vida, fez-se claro. A claridade de um dia de domingo ensolarado e eu, é claro, não a desperdicei. Em São Paulo, não há nada melhor para se fazer num domingo claro de sol, senão dormir. E dormi até tarde. No final da tarde, um filme, C.R.A.Z.Y. Loucos de Amor. Tudo certo e perfeito, sequer dor de cabeça. O beijo dispensado livrou a ressaca moral. Sei que as histórias não têm finais, sequer começos, já as conheço, às vezes tropeço, às vezes as perco por querer, sabendo de tudo. Se não sei, adivinho. Por saber bela, a vida. Escrito por J.Roberto às 10h46 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 410 - Bom Natal. Muito Amor e Paz Pra Você
Estou quieto, de novo, irritado e meio intolerante. Cansado de pessoas e nessa época do ano tudo fica pior. Cidade cheia de gente, comércio da 25 de março, ruas lotadas, protestos de “sem teto” na Boa Vista. Gritam frases idiotas, “o povo – na rua – governo – a culpa – é tua!”. Visitas de crianças, escolas da periferia visitando o Pátio do Colégio, Bovespa, sempre acompanhadas de mariconas pedófilas. As casas e lojas enfeitadas com papais noéis medonhos e dançantes, luzes toscas e mal instaladas nas janelas, guirlandas cafonas, artesanato de terceira idade, penduradas nas portas dos apartamentos. Conversas desinteressantes no trabalho, grupos cercam a máquina de café e o bebedouro, me atrapalham. Atrapalham todo mundo e não percebem, se acham bacanas, bloqueiam a porta do prédio, entopem os elevadores e os vagões do metrô com suas sacolas cheias de merdas compradas na Ladeira Porto Geral, nos camelôs e Lojas C&A. Consigo imaginar suas “festas” de natal, visão do inferno, regadas a Sidra que acompanham o pernil assado na padaria da esquina, suas crianças divertindo-se com brinquedos piratas, plásticos reciclados de lixo hospitalar, seus adolescentes com suas bermudas largas e camisetas “Diesel”. A pirataria faz a festa, animação garantida pelo pagode tocado nos cedês, não menos piratas. Viva a festa da família e seus Lindembergs potenciais. Nessa época do ano as notícias tornam-se rarefeitas. A mídia anseia por um novo assassinato ou a morte de alguma celebridade. Sem tragédias, festa desse povo não está completa. Povinho filho da puta. Escrito por J.Roberto às 12h18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 409 - Merlin
Já gosto muito mais que de Harry Potter.
Escrito por J.Roberto às 01h10 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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