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435 - O Tempo Não Para
Semana com pouco trabalho e muito bom humor. Após um domingo “cuidando da pele” tudo ficou mais fácil. Os temporais em São Paulo não trouxeram desânimo. Saí, bebi, joguei dados, conversei, li muito e ouvi muita música. Se não conto histórias, é com prazer que conto o tempo. Tempo, Tempo, Tempo. Um dos mais belos Orixás, o Tempo. Pra você, que reclamou de mim, da falta de histórias, ou da falta de tempo, do tempo perdido, dos temporais ou da temperatura, conto agora, a história do Tempo: Havia um homem muito agitado, que resolvia várias coisas ao mesmo tempo e que realizava varias tarefas de uma só vez. Reclamava que o dia era muito pequeno e que não conseguia realizar tudo aquilo que desejava. Reclamava demais. Reclamava ter nascido lento e incapaz de realizar tudo o que pretendia. Embora fosse um homem forte, veloz, astuto e competente, não se considerava capacitado para realizar seus objetivos e acusava o dia ser muito pequeno. Um dia, o Criador acusou-o de afoito, julgando ter errado em sua criação. – “Já que você considera que o tempo é pequeno, passarás a controlá-lo. Irás administrar o verão, o inverno, o outono e a primavera. Andarás pelo fogo, pela água, pela terra e pelo ar. Não terás, mais problemas de tempo. Serás conhecido como Tempo e regerá os movimentos da Natureza.” Assim, tornou-se, também o Senhor das Estações. A este Orixá, foi designado o controle do ambiente, a passagem dos segundo, minutos e horas, dando sentindo aos dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos e milênios. Ele é o próprio nome: Tempo. É Tempo Zará Tempo ô! Escrito por J.Roberto às 15h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 434 - Cry me
Final de férias, final de Final de Ano, recomeço de calendário retorno ao trabalho e final de amizades. Família em crise, solidão em família, solidão entre amigos, solidão em casa e no trabalho. De casa pro trabalho, do trabalho pra casa, pra casa de amigos e para os bares, que também são lares. Caminho por ruas, jamais me perco, também não me encontro, encontro uma moeda, um pedaço de amor que não existiu e uma pequena saudade que insiste. Saudade inventada. Alguns sonhos antigos, eterno bicho-grilo vivendo em Comunidade de Um Só. Lá no alto da Serra um lugar me espera só, até no sonho. Sonhos ou intenções de descer a Serra, nunca mais. Uma agenda de contatos telefônicos cheia de nomes para os quais não devo ligar. Se ligo, não atendem e eu nem ligo. Se atendem, ligo menos ainda. Se for para falar sozinho falo com a cachorra, ou escrevo. Se for para ouvir calado, ligo a tevê. Se for para ouvir suas bobagens, assisto ao BBB. Na tevê ou internet, comovo-me com a tragédia do Haiti. Não me comovo com as suas misérias, tampouco as minhas. Eu tento e invento, faço piadas velhas que te fazem rir. Eu rio de você. Chore por mim. Chore um rio. Escrito por J.Roberto às 13h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 431 - The Killers
Manhã de segunda-feira, quase recuperado do fim de semana prolongado. Aproveitar, porque no próximo ano devo trabalhar em São Caetano e lá, Consciência Negra não é feriado. L Não bastasse o mau-humor pelo resfriado, o metrô com problemas de novo. Essa maldita administração do PSDB. Foco na expansão do metrô e abandonam a manutenção das linhas existentes. Bando de filho da puta, o PSDB. Não demora muito haverá um grande acidente, provocando mortes pela falta de Calendário na Manutenção dos trilhos, Engenharia de Produção. Ainda cansado do show, The Killers, de sábado. Show perfeito, pontual, com iluminação, som e cenários impecáveis. Nem mesmo a chuva incessante e o barro daquele lugar desgraçado, Chácara do Jóquei, foram capazes de desanimar diante do talento e profissionalismo dos “matadores”. Brandom Flowers esbanjou talento, profissionalismo e sensualidade. Saí de lá cansado, feliz, molhado e enlameado, praticamente na “ilha de Lost”. Alguém deveria proibir shows naquele lugar. Ao menos que fizessem show pra hippies ricoteiros, Morais Moreira, sei lá. Os dois últimos shows foram experiências surreais. Dez dias antes, durante o blecaute, estava me divertindo com o punk cigano do Gogol Bordello. Alheio a tudo que acontecia em São Paulo e no Brasil, cantei, pulei e dancei com Eugene Hütz, graças aos geradores eficientes da Via Funchal. Ainda que sem ar condicionado, a cerveja e a vodka continuaram geladas. Saí de lá bêbado, feliz, limpo e perfumado. Deparei com uma cidade apagada e trânsito caótico. Fui pro boteco, bebi a luz de velas e ainda cortei o cabelo. Só não tive um “Flash Forward”, porque não apaguei.
Escrito por J.Roberto às 14h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 430 - Caras e Nomes
Tenho pensado em pessoas e em nomes. Gente que não lembro o nome, mas lembro do rosto que tinham no tempo gravado na memória. Gente que sequer gosto, mas não esqueço. Também não lembro assim, sempre. Vagas lembranças de infância e adolescência. Não sinto saudade. Nem das pessoas, nem dos períodos. Gente perdida, presa, viva em minha memória. Muitas dessas pessoas já devem estar mortas. Gostaria de sabê-las mortas. Ou vivas, decrépitas e velhas. Gente desgraçada, que não deveria ter passado pelo meu caminho. Os nomes completos que lembro, vasculho nas colunas de falecimentos e procuro no Google alguma imagem decadente, perfis em redes sociais. As encontradas provaram a vingança implacável da vida sobre os medíocres. Escrito por J.Roberto às 16h20 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 429 - Rock e memórias
Hoje tem show do Gogol Bordello e Super Furry Animals. Já acordei feliz com a expectativa. Depois de um final de semana quase tranquilo, sigo contando os dias para as férias, Mergulhado no livro Satanás, Mario Mendoza, incrível! Perco meu tempo com algumas notícias estranhas - “Aerosmith procura novo vocalista, com a saída de Tyler” – ! ? – Sem Tyler, não tem Aerosmith. E os “universitários” (sic”) da Uniban, com medo do comprometimento de suas carreiras, pela gostosa do vestido curto? Comprometeram suas carreiras quando fizeram matrícula naquela bosta de faculdade hipócrita. Só para lembrar, esta pseudo-universidade patrocinou a candidatura (vereadora) de Makerley Reis, pretensa Cicciolina brasileira. Na época, o então diretor da digníssima faculdade (Bolan) acompanhou a baranga nas salas de aula, exibindo os seios (a baranga, não o professor doutor) e pedindo votos aos estudantes. Ninguém reclamou. Uniban-do de hipócritas. Acho que por hoje é só. Amanhã, se a ressaca do rock de hoje deixar, conto como foi o show. Beijo. Não me liga.
Escrito por J.Roberto às 10h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 428 - O Novo Sempre Vem Novamente o calor insuportável está em São Paulo. Fim de semana passado, passei mal no sábado e não inventei prorrogações nas baladas. Cansado dos mesmos lugares, fiquei isolado em casa, somente saindo para jantar, tomar sorvete e comprar ingresso para o show do Coldplay. Comprei, ainda, ingresso para ver Cachorro Grande, em 04 de dezembro. É sexta-feira novamente e tenho preguiça em pensar nos convites que virão. Quero ir para casa, ficar de papo pro ar e não falar com ninguém, sobre nada. Nada melhor do que não fazer nada. Sei que na noite de sábado a reclusão ficará em segundo plano e vou me arriscar a ver o mundo de novo. Experimentar outro olhar que mereça minha retribuição a quebra da casca. Escrito por J.Roberto às 12h34 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 427 - Criminosos Atuais Segunda-feira que poderia ser uma das raras em que eu estaria de bom humor. Não, não foi assim. Acordei bem na sexta-feira, de bem com a vida e a expectativa de dias melhores. Noite com sonhos, bons presságios, dinheiro na conta, ingressos para os shows de Gogol Bordello e Franz Ferdinand e nem mesmo a noticia da transferência no trabalho para São Caetano, tirou meu bom humor. Presente comprado, fui ao aniversário da minha sobrinha e um filho da puta roubou meu celular. Parece pouco, mas este pouco mudou tudo. O Brasil realmente me parece melhor nos dias de hoje, mas o mundo está muito pior. Cansado da mediocridade, inclusive a criminosa. Vivemos na Idade Mídia, qualquer palhaço ganha fama, status de gênio, Madonnas, Lady Gagas, Fresno, Banda Cine, NXZero, Blues Man Group, Pitty... Não são artistas criativos, no máximo intérpretes, palhaços do entretenimento, macacos executando algo que alguém ensinou, adestrados. E há, então, os pseudomalandros, assassinos medíocres, corja infeliz que ganha a Mídia, tornando medíocre, também, suas vítimas. Desrespeito aos geniais Psicopatas, Seriais Killers. Qualquer Nardoni ou vagabundo que mata namoradas suburbanas, Eloás, torna-se estrela. Afronta aos assassinos e ladrões célebres, inteligentes, persuasivos, Lúcio Flávio, Bandido da Luz Vermelha, Hannibal, Chico Picadinho e, até, o Maníaco do Parque. Ali sim, a vítima era respeitada, verdadeiros arquitetos da criminalidade. Hoje, tudo é casual. Arte e Crime praticado da mesma forma: gente sem talento. Sinto-me tão agredido e ofendido com o roubo do meu celular, os assassinatos de Eloás e Isabellas, quanto ouvindo/vendo, Pitti “que você me adora, que me acha foda” ou Cine “Who o ow Who o ooo Ye ye yeah eu te completo, baby, vem que é certo, baby” – Este um macaco loiro balbuciando, verdadeiro mico-emo-leão-dourado.
Escrito por J.Roberto às 11h52 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 426 - Desejos e Esperas
Sigo contando os dias, shows do The Killers, Gogol Bordello, Franz Ferdinand e férias. Garantidos, somente os Killers e as férias. Espero o início das vendas de ingressos para os outros dois. Aguardo, ainda, a restituição do IR, o crédito da Participação nos Lucros e uma solução para os R$ 29mil, roubados por um advogado, em 2005. Anseio pelo encontro de alguém parecido comigo e que faça valer a pena deixar de ser Um. Enquanto nada disso vem, levo os dias trabalhando, sorrindo com alguns amigos, contemplo o Daruma caolho, fumo em portas de bares, fico chapado pelas noites, cozinho pelas manhãs, principalmente um bolo de maçã com canela, receita de amor. Semeio trigo em fazendinha virtual, separo o joio em meu mundo real, meu campo de centeio. Importo-me pouco com muita coisa e muito, com algumas poucas. Contemplo paisagens, ainda que as mesmas, porém tingidas novas todos os dias, luz do sol, fumaças e poeiras do meu Jardim São Paulo. Planto flores e ervas daninhas nele, contemplo o crescimento e a destruição. Em minhas lutas, cravo o bem e o mal. Inexistentes, apenas relativos ao tempo, espaço e bons costumes do lugar. Não tenho costumes, tenho manias, cismas e relicários espalhados em casa e no trabalho. Oiá, Nossas Senhoras, Budas, São Judas, São Francisco, Baguá, Ogum, Iemanjá, Manekineko, Incensos, Ervas, Sais, Terços e mais um monte de superstições para sorte. Se tiver alguma, nem me conte, pego todas. Sinto-me inteiro com elas, mas não paro de contemplar meu desejo maior agora: livrar-me de todas as cismas, trocando-a pela carametade. Então, teremos dois olhos.
Escrito por J.Roberto às 14h33 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 425 - Esotérico
Muito, mas muito tempo sem postar aqui. Assim, de blog abandonado, retomo manso, apenas para o registro aleatório dos meus dias banais. Sem alarde, sem buscas por comentários ou audiência, sem divulgações, sem querer fazer piada, sem graça, sem raça, sem poesia, sem preocupações ou pretensões literárias. Numa retrospectiva relâmpago, de julho para cá: eu bebi muito, surtei pelas noites - quanta novidade - acordei em lugar que não sabia sequer como tinha chegado, troquei a cozinha de casa, fui ao show do Franz Ferdinand naquele lugar cafona, The Week. Assisti alguns filmes, vários seriados, True Blood, Dexter, Heroes, Fringe, Vampire Diaries, Flash Forward, House... Enfrentei mais uma greve de bancários, brinquei com meu afilhadinho lindo... Enfim, pouca coisa mudou. Fiquei mais calado, fiquei mais sozinho e mais feliz, assim, sozinho. Não faço confidências, nem as ouço. Caminho entre mesas, entre ruas, pessoas, amigas ou não, todas iguais. Não faço parte de grupo algum, não me encaixo. Tento parecer, tento fingir, finjo pertencer. De longe eu engano, ledo. De perto, não precisa ter medo. Não fuja, finja que sou o seu brinquedo, conhece meu rosto de outros carnavais. Ainda há esperança de alguém, algo especial. Mistério sempre há de pintar por aí.
Escrito por J.Roberto às 10h43 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 424 - Presente da Pri
Escrito por J.Roberto às 09h53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 423 - Outros Olhos Deixando este blog parado por tempos, sem tempo para ele. No mundo virtual, passeio e me divirto muito mais com frases rápidas pelo twitter e notas longas no facebook. Enjoado do passado virtual de blog e orkut. Até a próxima. Passe e veja se voltei. Beijo Escrito por J.Roberto às 12h49 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 422 - Cotidiano
O vazio das noites e dos dias de trabalho com produção abaixo da minha capacidade trazem o cansaço e o excesso de sono. Momentos de lucidez intercalam-se aos porres imensos, de vodka pura e cigarros. Saio arrastado da cama e repito todas as manhãs os hábitos salutares, pura higiene e um pouco de vaidade. Reclamo da algazarra dos pássaros na janela e caminho pelas ruas do bairro. Cumprimento cães e donas de casas infelizes, assino abaixo-assinado, por um sinal no cruzamento. Integro causas virtuais, defensores da natureza e dos animais. Distribuo alguns sorrisos e ofereço minha ajuda sempre que posso. Eu posso pouco, eu falo muito. Com alguns, cada vez menos. Ao menos vou vivendo, quero viver, não durar. Minha vida, nem tão dura assim, exceto pelo bolso. E pelo pau duro. Ereções espontâneas, bicho carente. Reservo algum tempo pra família, pros livros e pra tevê, enquanto espero motivos reais para passeios nas gôndolas dos supermercados e comprar o chocolate favorito de quem souber se deixar querer do jeito que eu quero. Jeito incontrolável, meio irresponsável, mas sempre sincero. Jeito impulsivo, esquivo, de quem nada quer. Jeito de criança que sempre avança pro que der e vier. Inclusive, um Simples Carinho. Escrito por J.Roberto às 13h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 421 - Mal Me Quer
Sem idéias e sem vontades, vejo a vida como em cinema, divinas comédias, epopéias sem heróis, vilões sem graça. Emoções pequenas, um pouco de tédio, vidas mal escritas, mal vividas, gente mal fodida, mal cuidada, os mal aventurados, alguns engraçados, outros querendo ser, gente feia fazendo-se bonita, gente bonita revelando-se feia. Reclamações do clima, comentários sobre o BBB, já que a novela da Glória Perez não é assunto pra ninguém, nem pra ela, nem a Índia é assunto pra novela, como também não eram os transplantes, barrigas alugadas ou clonagem humana. A Glória é mal feita, cabelo mal arrumado de gente pobre e mal sucedida, cabelos ma tingidos, mal alisados. Essa gente que me cerca, mal cheirosa e mal educada. Eu, sempre mal humorado, bem cansado, mas não canso de reclamar, não canso de procurar o lugar de onde nunca saí. Eu sou pouco, eu sou louco, eu sou ego, mas cego, eu não sou. Faço vistas grossas, faço de conta e falo muito e baixo, mas não conto tudo. Desconto nos outros toda minha frustração. Mal amado. Escrito por J.Roberto às 16h45 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 420 - Pratos caindo Passei pela semana passada apressado. Precisei de mais horas de sono do que dispunha, fui numa festa estranha, na quarta-feira. Fiquei com gente esquisita na sexta-feira. Fui ao Exquisito no sábado, comer Chilli e comprar meu ingresso pro show do Oasis, depois Dex Bar, depois Flyer Bar e, ainda, balada no Vegas. Na manhã de domingo, comi gente mais esquisita ainda e, à tarde, fui ver meu irmão em coma, um estado bem esquisito para alguém estar. Me senti estranho, espiritualizado demais, fiz orações e pedidos. Levanta-te e anda-te! Ele não levantou, ele até sorriu ou fez uma careta que tomei por sorriso, para não me assustar. Saí atrapalhado e tremendo, entrando na nova semana, sem grana, sem planos, sem sonhos, já não me apaixono mais. Pelo menos não tão fácil. Para mim, é fácil falar, fácil acreditar e muito mais fácil ainda, enjoar. Enjôo de pessoas, enjôo das baladas, também das palavras. Principalmente, das palavras pronunciadas com sotaques. Carrego um prato desequilibrado na ponta da minha vara de pau torto, neste meu circo de horrores. Escrito por J.Roberto às 12h37 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] 419 - Depois de Radiohead
Relatos de finais de semana, diário de uma vida banal. Despejo minhas palavras no blog para livrar os amigos das minhas futilidades. Tenho poucos amigos, todos por mim escolhidos, com os quais mantenho contato constante. Tenho muitos conhecidos que insistem em tomar-me por amigo. Que arrumem amigo na cadeia. Eu realmente não me importo com a vida da maioria que me cerca, menos ainda com suas famílias, gente chata do trabalho exibindo as fotos dos filhos. Eu não me mostro a eles, podiam fazer o mesmo por mim. Nas segundas-feiras exercito minha memória, tentando resgatar os acontecimentos engolidos pela vodka. Sexta-feira, no Dex Bar, não permiti que a noite se estendesse, ao menos por lá. Fiz balada solitária em casa, eu comigo. Tenho sido minha melhor companhia, sou ego. Egoísta. Sábado fico em casa, vejo filmes, recebo SMS de conquista em dezembro. Antes tarde. Um novo par, companhia para meu ego tão cansado de esperar alguém parecido comigo. Então já era tarde e fui à Chácara do Jockey, buscar meu ingresso para o show do Radiohead, passei na Rota do Acarajé e no início da noite já estava em casa, em paz comigo. Domingo com a rotina quebrada pelo show perfeito do Radiohead, apesar do local e do estacionamento parecerem alguma experiência Dharma. Show incrível, com a companhia ótima de amigos, experiência Woodstock renovada. Durmo um pouco na madrugada e já é segunda-feira, alegrada com e-mail dizendo não vejo a hora de poder te ver novamente. Eu também não. Venha me ver amanhã, mesmo. Passado o verão, natal e carnaval, resgate aquele momento de dezembro, do nosso abraço marcado, quando foi capaz de memorizar meu número, sem anotações, deixando-o marcado em sua pele, tatuagem de afeto. Escrito por J.Roberto às 11h59 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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