415 - Pelo Caminho

 

Ano novo, área nova, muito trabalho (até que enfim!), redução nas baladas, nas bebidas e em outras coisas que me faziam mal, inclusive pessoas. Eu não fiz  e não faço promessas de ano novo, mas vou revendo minhas escolhas. Li uma vez que deveríamos reciclar amigos, revisar agendas. Pessoas mudam e nem sempre para melhor. No meu caso, não é exatamente isto. São apenas escolhas erradas, feitas no passado recente, em momentos de crise. Boto minhas lentes azuis e penso todo mundo melhor. Erro banal corrigido, a vida encarrega-se do piparote necessário. Sigo meu caminho, como mutante. Sem entender bem se minha memória privilegiada é bênção ou maldição. Pouco importa, eis-me  aqui vivo, aguardando um sinal, um motivo, agora ou nunca. Às vezes vegeto, às vezes sou canibal, nem deus, nem animal, apenas humano, insano. De cara pálida, magro e esquálido. Não sou proveito, sou caráter, sou inteiro, sou intenso, sou sorriso, sou verdades, avesso à maioria, ao comum, carrego comigo minhas lembranças. E as suas também. E hoje, de novo, é o primeiro dia do resto da sua vida. E da minha também.

 


Escrito por J.Roberto às 08h42 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]



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