|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||
|
419 - Depois de Radiohead
Relatos de finais de semana, diário de uma vida banal. Despejo minhas palavras no blog para livrar os amigos das minhas futilidades. Tenho poucos amigos, todos por mim escolhidos, com os quais mantenho contato constante. Tenho muitos conhecidos que insistem em tomar-me por amigo. Que arrumem amigo na cadeia. Eu realmente não me importo com a vida da maioria que me cerca, menos ainda com suas famílias, gente chata do trabalho exibindo as fotos dos filhos. Eu não me mostro a eles, podiam fazer o mesmo por mim. Nas segundas-feiras exercito minha memória, tentando resgatar os acontecimentos engolidos pela vodka. Sexta-feira, no Dex Bar, não permiti que a noite se estendesse, ao menos por lá. Fiz balada solitária em casa, eu comigo. Tenho sido minha melhor companhia, sou ego. Egoísta. Sábado fico em casa, vejo filmes, recebo SMS de conquista em dezembro. Antes tarde. Um novo par, companhia para meu ego tão cansado de esperar alguém parecido comigo. Então já era tarde e fui à Chácara do Jockey, buscar meu ingresso para o show do Radiohead, passei na Rota do Acarajé e no início da noite já estava em casa, em paz comigo. Domingo com a rotina quebrada pelo show perfeito do Radiohead, apesar do local e do estacionamento parecerem alguma experiência Dharma. Show incrível, com a companhia ótima de amigos, experiência Woodstock renovada. Durmo um pouco na madrugada e já é segunda-feira, alegrada com e-mail dizendo não vejo a hora de poder te ver novamente. Eu também não. Venha me ver amanhã, mesmo. Passado o verão, natal e carnaval, resgate aquele momento de dezembro, do nosso abraço marcado, quando foi capaz de memorizar meu número, sem anotações, deixando-o marcado em sua pele, tatuagem de afeto. Escrito por J.Roberto às 11h59 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
|
||||||||||||||||||||||||||||||