420 - Pratos caindo

Passei pela semana passada apressado. Precisei de mais horas de sono do que dispunha, fui numa festa estranha, na quarta-feira. Fiquei com gente esquisita na sexta-feira. Fui ao Exquisito no sábado, comer Chilli e comprar meu ingresso pro show do Oasis, depois Dex Bar, depois Flyer Bar e, ainda, balada no Vegas. Na manhã de domingo, comi gente mais esquisita ainda e, à tarde, fui ver meu irmão em coma, um estado bem esquisito para alguém estar. Me senti estranho, espiritualizado demais, fiz orações e pedidos. Levanta-te e anda-te! Ele não levantou, ele até sorriu ou fez uma careta que tomei por sorriso, para não me assustar. Saí atrapalhado e tremendo, entrando na nova semana, sem grana, sem planos, sem sonhos, já não me apaixono mais. Pelo menos não tão fácil. Para mim, é fácil falar, fácil acreditar e muito mais fácil ainda, enjoar. Enjôo de pessoas, enjôo das baladas, também das palavras. Principalmente, das palavras pronunciadas com sotaques. Carrego um prato desequilibrado na ponta da minha vara de pau torto, neste meu circo de horrores.


Escrito por J.Roberto às 12h37 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]



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